quarta-feira, 27 de maio de 2015

A escola e a violência: além do 'olho por olho, dente por dente'


A violência, ocorrida dentro da escola, exige que possamos ir além da violenta reação. Uma jovem de 12 anos foi estuprada no banheiro de escola pública, em São Paulo. Os autores também eram alunos, com 13 ou 14 anos. A história foi noticiada e repercutiu. Indignou. É absolutamente inadmissível. É desumano (ou monstruosamente humano). É a barbárie. Mas aconteceu.
Exige, então, nossa reflexão e nossa ação urgente. Temos falhado como sociedade. Temos falhado na tarefa de educar. É necessário corrigir o caminho. Penso, porém, que só perseveraremos no erro se nos limitarmos, agora, diante do fato monstruoso – ou do próximo a ser divulgado, amanhã ou depois –, ao ato isolado da punição, despejando todo nosso ódio represado contra os autores. Olho por olho, dente por dente.
Por falar nisso, diante do "sangue" no olhar de quem quer vingança, confesso me sentir acuado por não me restringir, diante do crime ocorrido, à histeria  em favor da redução da maioridade penal para 13 anos (só 16, no caso, não adianta). A história narrada exige uma abordagem mais ampla.
Pensando na adolescente, o que resta, agora, é reparar o dano causado, se isso for possível, em alguma medida. É o tema da responsabilidade civil. Os jovens autores e seus pais devem fazê-lo. O Poder Público também, antes de qualquer um. Tem o dever de indenizar a garota e sua família, pelos graves danos que sofreram. Prestar atendimento médico e psicológico. Compensar a dor física, a dor moral, a dor da vergonha, do desrespeito.
Houve uma sequência de fracassos. O Poder Público tem o dever de educar com qualidade. Não o faz. Para educar, com qualidade, tem o dever de garantir a segurança dos alunos. É um dever de qualquer escola, pública ou privada. No mundo dos juristas, há um gosto pelo termo "incolumidade". O aluno tem de estar "são e salvo", ileso, fora de perigo na escola, sem o que não dá para pensar num ambiente favorável à aprendizagem. E isso não foi minimamente garantido.
Além disso, há, é claro, a questão da aplicação de medidas disciplinares aos autores: a punição, que não deveria ser só punição. Deveria ser educação. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a aplicação de "medidas socioeducativas" aos adolescentes que cometem "atos infracionais" (crimes). A mais severa é a "internação" em estabelecimentos educacionais. Na prática, um eufemismo para prisão, pelo período máximo de três anos.
Mas queremos mais. Queremos sangue. Vamos linchá-los? Com ou sem requintes de crueldades? Na Idade Média, havia empalação: uma estaca atravessava as entranhas do condenado, a partir do períneo. Havia outras formas de suplício espetaculares.
Não podemos, contudo, nos furtar à reflexão sobre nossa responsabilidade dividida, tão dividida que, no fim, ninguém mais se sente responsável por nada. Já exercemos nosso papel de cidadão, na eleição. Votamos, escolhendo entre um ou outro candidato. Temos ido, também, às ruas, para pedir mudanças, o fim da corrupção, mais isso, mais aquilo.
A pergunta vale: o que nós fizemos ou deixamos de fazer para que a história fosse outra? Em que medida não somos também responsáveis pelo fracasso da escola, em que não se aprende e se corre o risco de ser violentado? Quero assumir minha culpa. Desculpem-me. Pela minha omissão. Sem romantismos, coitadismos ou qualquer outro "ismo". Sem fascismo, também, portanto.
Guilherme Perez Cabral

Biblioteca à beira-mar oferece leitura gratuita na praia da Pipa (RN)


Em meio à badalação da praia da Pipa, em Tibau do Sul, litoral do Rio Grande do Norte, uma biblioteca pé na areia é uma atração para os frequentadores de uma das praias mais procuradas por turistas no Nordeste.
É na praia do Amor, de paisagens nativas emolduradas pelo mar azul turquesa, onde fica a Biblioteca da Praia. A calmaria do local inspira os apaixonados pela leitura.
O acervo reúne cerca de 3.000 livros escritos não só em português como inglês, espanhol, alemão, hebraico, mandarim e francês. Os títulos que estão à disposição vão desde a obras de ficção, ação, romances e livros de literatura. A maioria deles chegou por meio de doações.
A biblioteca foi criada no ano de 2011 pelo surfista pernambucano Adalberon Batista de Omena, 38, o Beron, como é conhecido. No início, as prateleiras da biblioteca se resumiam a um banquinho de madeira. Porém, à medida em que foram chegando novos livros foi erguida uma espécie de estante de madeira com telhado de palha.
"Vi o potencial turístico da praia do Amor e resolvi unir a educação ao esporte. Criamos a biblioteca com essa ideia e vem dando tão certo que tivemos de fazer uma reforma no local para caber todos os livros, mas vejo que logo deverá ser ampliada de novo. Não param de chegar doações", conta Beron.
A Biblioteca da Praia foi montada ao lado da escola de surf de Beron, que também tem um bar que serve sucos e comidas naturais para dar apoio a quem vai ao local. Enquanto ele ministra as aulas teóricas de surf e slackline, toma conta da biblioteca e atende aos clientes também.
O cuidado para conservar os livros é não deixar nada exposto ao sol, e ao final do dia, a biblioteca é fechada com uma lona para proteger os títulos da chuva e da maresia. O visitante que for ao local também pode ter a surpresa de participar de rodas de violão. No local, os surfistas e alunos de Beron se reúnem para também fazer música.
Apesar do público-alvo ser adultos, no local sempre ocorrem ações de leitura voltada para crianças, que podem fazer atividades de pintura em livros de leitura. "Incentivamos as crianças a lerem, pois é por meio delas que podemos criar novas consciências e mudar o mundo", disse Beron.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Escola fora de moda.

Veja itens que ficaram no passado ... 

AULA DE CALIGRAFIA



Não faz muito tempo, era importante ter uma letra bonita (ainda é para quem precisa redigir redação de vestibular, né?). A gente passava aulas inteiras completando o caderno de caligrafia. 
Infelizmente, para muita gente essas aulas não tiveram o resultado esperado. 
Obrigado por existir, computador 


 USAR PAPEL VEGETAL PARA COPIAR MAPAS





Se escrever o trabalho todo à mão dava trabalho, imagina quando era de geografia? Pois é, não tinha como digitalizar as imagens, então os alunos copiavam com papel vegetal ou papel de seda os mapas das enciclopédias e atlas geográficos. O tamanho era sempre um problema (a imagem era sempre maior do que a folha do caderno), mas a gente achava que era artista quando ficava pronto 


TRABALHOS E PROVAS ESCRITOS À MÃO 






Muitos estudantes hoje não devem conhecer a memorável folha de papel almaço. Trata-se de uma folha dupla de papel cheia de linhas que os estudantes costumavam usar para fazer trabalhos e provas. No caso de atividades em grupo, um elemento era escolhido (geralmente o que tinha a letra mais bonita) para gastar as mãos escrevendo nas folhas de papel pautado. Nesse caso, dava muito trabalho errar ou mudar de ideia. No passado, nada de CTRL+C e CLRT+V 


UMA TECNOLOGIA CHAMADA RETROPROJETOR 







 Muita gente considerava aquele aparelho grande e desengonçado uma tecnologia avançada. Era uma forma de projetar o conteúdo da aula sem que o professor precisasse escrever (com giz, claro) no quadro. Dava o maior trabalho. Primeiro, os professores tinham que montar os slides e mandar imprimir o conteúdo nas transparências. Às vezes, o equipamento esquentava demais e... pifava no meio da apresentação


NÃO TINHA MÁQUINA DE XÉROX 





 Quando ainda nem existiam as máquinas de xérox, os professores (coitados!) tinham que fazer as provas nos mimeógrafos se quisessem que os alunos gastassem o tempo da cópia das questões respondendo-as. A gente pode chamar essas máquinas de avôs da impressora (2D) de hoje, mas dava mais trabalho. Primeiro era preciso fazer uma espécie de "matriz" e, a partir dela, fazer cópia por cópia. Sujava as mãos e era preciso usar muito álcool


AULA DE DATILOGRAFIA 




Na era que antecedeu o computador, as crianças tinham na escola aula de datilografia para aprender a digitar com rapidez. Alguns professores, para treinar, faziam os alunos copiarem trechos de livros na máquina. Ah, e tinha que ser rápido, usar todos os dedos e aguentar o barulho de todo mundo datilografando ao mesmo tempo. Imagina que exercício delicioso... SQN 


CADA SÉRIE TINHA UMA COR DE CADERNO




Houve uma época em que os alunos não podiam escolher a cor da capa do seu caderno. O modelo era com capa dura e cada série tinha uma cor determinada pela escola. Por exemplo, todo mundo da 1ª série tinha caderno da cor amarela. Para "diferenciar", os pais encapavam os cadernos (dava o maior trabalho) e colocavam etiquetas com o nome do aluno e a disciplina (ficava uma fofura!).

Parte da matéria extraída do site: 
http://educacao.uol.com.br/album/2015/03/10/escola-fora-de-moda-veja-itens-que-ficaram-no-passado.htm?abrefoto=1